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Data adicionada: 11/04/2013 Lançamento de Qualquer Um Pode Cozinhar na Livraria Cultura é um sucesso. Veja as fotos!

No último dia 11 de abril, a Livraria Cultura, unidade Cine Vitória (RJ), foi palco do lançamento oficial do livro Qualquer Um Pode Cozinhar: Receitas Passo a Passo para Você, publicado nos Estados Unidos pela Better Homes and Gardens (responsável pelo New Cook Book, livro de receitas norte-americano mais vendido há 75 anos) e que, agora, chega ao Brasil pela Alta Books.

Durante o evento comandado pelo chef Cesar Varges, o público presente em grande número teve a oportunidade de interagir, colocar a mão na massa e produzir algumas das receitas do livro, comprovando que a obra é indicada realmente para qualquer um que queira cozinhar. O resultado? Sucesso absoluto. Até quem não sabia fritar um ovo conseguiu, seguindo o passo a passo do guia, montar deliciosas bruschetas, salmões com crosta de gergelim e sopas de cerveja, queijo e bacon — para a alegria dos presentes que, é claro, puderam saboreá-los. 

Veja abaixo as fotos do evento e conheça mais o Qualquer Um Pode Cozinhar: Receitas Passo a Passo para Você clicando aqui.

 

 

 

 

Veja o álbum completo do evento no perfil da Alta Books no Facebook: http://www.facebook.com/altabooks

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Data adicionada: 23/02/2013 Entrevista com Jeff Potter, autor do Cozinha Geek

Jeff Potter ama comida e ciência e resolveu ensinar ciência através da comida. Jeff não foi para uma escola de culinária e não se considera um chef, mas estudou Ciência da Computação e Artes Visuais na Universidade de Brown. Depois de se formar, trabalhou como engenheiro de software criando de tudo, desde exposições em museus interativos a visualizações científicas, enquanto cozinhava para amigos como um hobby. Passou anos imaginando como as coisas funcionavam na cozinha até que resolveu experimentar fazer cookie de duas maneiras: com manteiga derretida e com manteiga refrigerada, só para ver o que acontecia. E se apaixonou ao ver a ciência aplicada na comida.

Os experimentos culinários de Jeff Potter fizeram tanto sucesso com seus amigos que ele resolveu escrever um livro apresentando, explicando e ensinando toda a ciência que envolve o preparo de um prato, o Cozinha Geek.

Confira nessa entrevista ao revisor técnico da versão brasileira, Vicenzo Naves*, o que Jeff tem a falar sobre culinária, cinema, literatura e o universo científico que inspirou seu livro.


 

Vicenzo: Por que resolveu sair da frente do computador e ir para a cozinha? No seu livro, você faz inúmeras referências a programação que, de certa forma, é bem similar a seguir uma receita.

Jeff: Porque eu estava com fome? Brincadeiras a parte, cozinhar é um jeito divertido de criar alguma coisa para dividir com os outros. E mesmo que eu faça algumas referências à programação de computadores, o livro é para qualquer pessoa curiosa a respeito de como as coisas funcionam, o que acontece com muita gente “da tecnologia”, mas também com muitas de outras áreas.

Para mim, pessoalmente, muito de computador é sobre fazer bits desempenharem funções interessantes. O divertido em cozinhar é fazer com que átomos se transformem em coisas interessantes. Eu penso que qualquer pessoa criativa e curiosa sobre o funcionamento das coisas se sairá bem, independente de estar em frente a um teclado ou a uma frigideira.

Mas cozinhar pode ser tão confuso para quem nunca tentou, que começar pode ser sofrido, e é esse o meu motivo para pensar que usar um apelo científico para explicar o que acontece na cozinha é útil — principalmente, para as pessoas tecnológicas, pois estão acostumadas a pensar em termos científicos. Mas qualquer pessoa curiosa sobre o funcionamento das coisas vai gostar mesmo do livro.

 

V: Hoje em dia, o mundo da culinária está ficando muito mais refinado, a alta gastronomia está ficando mais acessível a cada dia. Uma das escolas de culinária que teve que se reinventar para "acompanhar" as novas tendências foi a culinária francesa: agora temos a nouvelle cuisine. Você acha que as outras culinárias tradicionais precisaram se reinventar como fez a francesa?

J: É mais complexo que isso. Culinárias diferentes podem ser amplamente agrupadas em duas categorias: aquelas como a francesa, que dependem de técnicas para produzir pratos interessantes, e aquelas como a italiana e as relacionadas à mediterrânea, que dependem de ingredientes. Muitas dessas características vêm do clima específico do ambiente no qual as pessoas vivem. O clima pelo Mediterrâneo gera alguns produtos magníficos — assim como o clima da Califórnia —, por isso, os pratos desses lugares não dependem tanto de técnica; ao passo que, se fosse o auge do inverno francês de 200 anos atrás, e você só tivesse um punhado de raízes e tubérculos, e carnes secas ou preservadas em conserva para utilizar, a tal ponto que a técnica fosse essencial para a elaboração de um prato interessante. Mas é claro que essa é uma visão ampla, mas, em termos gerais, a considero justa.

Dito isso, é muito mais fácil para este tipo de gastronomia criar novas técnicas que sejam interessantes e divertidas de “brincar”; e, por isso, penso que a competição por fazer algo interessante por lá é bem maior. Por outro lado, na gastronomia dos ingredientes, é muito mais difícil inovar na cozinha e, talvez, em possíveis combinações de sabores.
Também existem as expectativas culturais. Eu ficaria bastante chateado em pedir um prato clássico e receber algo novo e diferente; por outro lado, se estou buscando experimentar algo novo e interessante e a descrição do menu me faz acreditar que estou prestes a provar um prato excitante, mas ao invés disso me servem uma mini pizza, vou ficar desapontado. Muito da comida é a expectativa!

 

V: Por que você decidiu ir além, pesquisando para explicar em termos simples a química por trás da cozinha, algo que você não vê com muita frequência em outros livros de culinária?

J: A maioria dos livros de culinária são escritos para pessoas que já têm alguma intimidade com cozinha, o que faz as receitas serem nada além de anotações de um chefe para outro. Isso não é muito útil para alguém que não saiba cozinhar, ou alguém que queira melhorar sua habilidade culinária. Sabendo disso, cozinhar trata de entender os “por quês” atrás dos “o quês”, que é algo que a ciência faz muitíssimo bem. Se eu disser “as reações que acontecem ao dourar os legumes assados e que os fazem ter aquele sabor forte e magnífico não começam a acontecer abaixo dos 180°C”, você saberá que nenhum método de cozimento úmido — fervura, cozimento a vapor ou em fogo brando — produzirá aqueles sabores. Demoraria algum tempo para uma pessoa que não sabe cozinhar entender aquela única frase, mas agora que você a leu, jamais olhará para vegetais assados e cozidos da mesma forma!

 

V: Você já provou a comida brasileira, tirando as churrascarias espalhadas pelos EUA? Você tem planos para visitar o Brasil e provar sua culinária diversificada?

J: Eu comi a comida brasileira poucas vezes, mas adoraria experimentá-la direto da fonte. Nunca estive no Brasil, mas gostaria muito de conhecer (e aí, que tal?). Tenho muitos amigos brasileiros e ouvi coisas maravilhosas a respeito do país. Seria divertido apresentar o livro em algumas cidades por lá ou, pelo menos, dar uma ou duas palestras sobre o assunto!

 

V: Alguma dica para tirar os nerds que não cozinham da frente do computador e levá-los para a cozinha?

J: Comece com algo simples e brinque com isso. A melhor dica que posso dar é sugerir a escolha de algo pelo que você tenha curiosidade, e só brincar com o prato quando sentir vontade. Qualquer coisa se torna um trabalho quando não é mais divertida, e cozinhar deve ser divertido.


 

Agora para a parte nerd da entrevista:

V: Star Wars ou Star Trek?

J: Se eu pudesse levar apenas um deles para assistir numa ilha deserta, Star Wars (os três originais; nem vamos entrar no assunto da nova trilogia). Se aliens viajantes do tempo aparecessem e dissessem que eu deveria escolher um deles e que o outro seria apagado da história, Star Trek. Por quê? Porque Star Trek foi lançado em 1966. Pra ter uma noção, “2001”, do Kubrick, foi lançado em 1968 e Star Wars, só em 1977. Star Wars tem uma ótima história e um grande impacto na sociedade, mas não acho que poderia ter existido sem Star Trek, nem sem 2001, seguindo essa lógica.

 

P: Qual tipo de jogo você prefere? Pode ser console, portátil, PC e de qualquer época. Por quê?

R: Eu não sou muito de jogar. Eu gosto de fazer coisas, tipo cozinhar, escrever ou projetar; de alguma forma, jogos nunca me atraíram. Bem, pelo menos, não no sentido tradicional. Recentemente, apresentei meu projeto de um programa de TV para um canal famoso: essa atividade tem estratégia, várias partes mutáveis e interpretação, mas é real. :-) No entanto, ainda não consegui passar de fase até agora.

 

P: Qual o livro que você está lendo no momento?

R: Mais recentemente, New Rules for Everyday Foodies, do Tyler Cowen. Mais ou menos metade do livro me faz querer convidá-lo para jantar e desafiar suas ideias, mas não sei dizer qual é essa metade, e é por isso que estou gostando do livro.

 

P: Qual seu prato favorito? (Provavelmente pizza, já que parece ser seu prato de segurança quando tudo dá errado.) Qual é o prato mais preparado na sua casa?

R: Na verdade, não sou um grande fã de pizza. É divertido de fazer, relativamente barato, prepará-la em grupo funciona bem para festas e todo mundo conhece.

Meu prato favorito agora — que está calor (e, por isso, não quero nada muito pesado) mas a produção ainda não está no ponto (então não encontramos as frutas realmente boas e frescas), é, provavelmente, ovos e vegetais salteados.

Fatie um pouco de cebola roxa numa frigideira com azeite; refogue; adicione pimentão e sementes (como sementes de abóbora ou girassol); cozinhe um pouco mais; jogue um punhado grande de verduras fatiadas, como couve; quebre alguns ovos sobre os vegetais e coloque a tampa. Espere 5 minutos até que os ovos estejam firmes, mas as gemas ainda moles. Jogue um pouco de pimenta-do-reino moída, passe para uma tigela, adicione uma colher de molho, algumas fatias de abacate, um pouco de coentro, se quiser; mexa todos os ingredientes juntos para que as gemas se rompam, cobrindo-os. Pegue uma torrada, prepare uma xícara de chá, e você terá feito o melhor café da manhã que os restaurantes ainda não conseguem acertar. 

 

* Vicenzo Naves é formado em Ciências da Computação pela Fumec-BH e em Gastronomia pelo IGA-BH e é dono do blog Geek Cuisine.

Tradução: Daniel Siqueira

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Data adicionada: 22/02/2013 Livro Redes Sociais para Pais e Filhos é pauta na Rádio Globo

O livro Redes Sociais para Pais e Filhos: Da Diversão ao Pânico foi tema da conversa entre o comunicador Tino Júnior e o autor Anderson Vieira durante o programa desta sexta-feira, 22 de fevereiro, no programa "Vale Tudo" da Rádio Globo.

O assunto foi levantado em função da prisão de um homem que se passava, no Facebook, por produtor de novelas para aliciar menores de idade.

Para adquirir o livro, clique aqui.

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Data adicionada: 23/10/2012 Dieta do glúten é destaque na revista Isto É

O que Juliana Paes, Luciana Gimenez, Camila Morgado, Alice Braga, Halle Berry, Rachel Weisz e Miley Cyrus têm em comum? Todas elas são donas de corpos magníficos e seguem à dieta do glúten. Confira na reprodução da reportagem abaixo da revista Isto É, assinada pela jornalista Monique Oliveira, um resumo daquilo que você pode encontrar no livro Vivendo sem Glúten Para Leigos:


                       

 

"A lista de seguidores famosos é longa. No Brasil, celebridades do porte de Juliana Paes, Luciana Gimenez, Camila Morgado e Alice Braga. Lá fora, gente do calibre das atrizes Halle Berry, Rachel Weisz e Miley Cyrus. Todas aderiram à dieta do glúten, a mais nova febre entre quem pretende emagrecer e manter a silhueta desejada. Só nos Estados Unidos, cerca de 1,6 milhão de pessoas estão seguindo o regime, de acordo com levantamento recente realizado pela Clínica Mayo, prestigiada instituição de pesquisa daquele país. Os relatos de sucesso de quem se submeteu a esse método alimentar são impressionantes: dão conta da perda de cinco quilos já na primeira semana e até 15, 20 e 30 quilos meses depois. A apresentadora Luciana Gimenez, por exemplo, comemora cerca de 32 quilos a menos depois de aderir à restrição do glúten e aliar a estratégia a uma rotina intensa de exercícios. “Deu para perceber a diferença de resultado em relação a outros regimes”, conta. Juliana Paes reduziu a ingestão da substância depois do nascimento do filho, Pedro. A tática a ajudou a voltar à bela forma – e a mantê-la. “Comecei na época em que o estava amamentando”, conta. “Senti que melhorou muito o meu metabolismo, deixando-o mais acelerado, e também observei que diminuiu a sensação de inchaço e desconforto abdominal”, disse.


 

Na contabilidade dos especialistas que estão indicando o regime, o saldo também é positivo. “A pessoa percebe uma mudança imediata, para melhor, em todo o seu estado geral, além do declínio do peso corporal”, afirma o endocrinologista Tércio Rocha, do Rio de Janeiro, integrante da Academia Brasileira Antienvelhecimento. “Após duas semanas já é possível notar nitidamente uma redução de inchaço”, diz a médica nutróloga Vânia Assaly, de São Paulo. “E o emagrecimento torna-se bem visível 45 dias depois do início da dieta”, completa.


 

O glúten é uma proteína sem valor nutricional e sem calorias. Está presente no trigo, na cevada, no centeio e no malte. É ele que proporciona o aspecto viscoso e confere elasticidade a bolos, pães e massas. Na indústria de alimentos, é adicionado a embutidos e até aos chocolates, justamente por conta dessa propriedade. A dieta consiste em diminuir sua ingestão, como fez a atriz Juliana Paes, ou bani-lo do cardápio. Portanto, seus seguidores ficam sem comer a maioria dos carboidratos presentes à mesa, devem se manter longe da cerveja e do uísque e, na dúvida, precisam ficar de olho nos ingredientes contidos nos alimentos vendidos nos supermercados. “No Brasil é obrigatória a indicação, no rótulo, da ausência ou da presença da substância”, diz o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.

 

O principal desafio dos adeptos do regime é encontrar substitutos à altura do trigo e dos produtos com ele produzidos. Aos poucos, porém, crescem as opções para quem deseja tirar o glúten da dieta. A Mundo Verde, empresa consolidada no setor de alimentação saudável, com 170 lojas no País, por exemplo, tem um catálogo de três mil itens livres da proteína. A Rede de Farmácias de Manipulação Officilab, do Rio de Janeiro, criou 12 produtos isentos de glúten. Vários restaurantes também estão incluindo no menu pratos sem o composto. É o caso do Biocarioca e da Delicatessen Zona Zen, no Rio, e do Outback, do América e do badalado Quattrino, em São Paulo, que possui opções no cardápio (leia receita à pág. 86). “Conheci os efeitos da retirada do glúten porque estudo muito sobre nutrição”, explica Mary Nigri, dona do Quattrino. “Fiz um teste comigo, vi resultados e resolvi criar as receitas”, lembra. Nos EUA, o mercado para atender à crescente demanda, o chamado “gluten-free market”, já gira na casa dos US$ 2 bilhões anuais. Entre as alternativas para substituir a farinha de trigo estão as farinhas de arroz e de amêndoas. “Outra substituição pode ser feita usando mandioca e batata”, explica Aline Möller, dona da consultoria Fit Gourmet, em São Paulo. A empresa presta consultoria àqueles que querem adotar uma alimentação livre de glúten “Ensinamos o cliente como seguir o regime”, diz


blablablaA apresentadora Luciana Gimenez perdeu 32 quilos após iniciar o regime e
encarar um plano intensivo de exercícios físicos

 

Há algumas explicações para o êxito desse plano alimentar. A primeira é a mais óbvia: as pessoas emagrecem porque, ao riscar do cardápio os alimentos que contêm glúten, deixam de comer pães, bolos e massas brancas. Desse modo, não ingerem mais uma enorme quantidade de calorias. “Grande parte desses alimentos é bastante calórica”, explica Vânia Assaly. A segunda razão – e as outras também – é mais complexa. A proteína está associada a reações de intolerância. A mais intensa desenha um quadro conhecido como doença celíaca. Trata-se de uma resposta genética grave ao composto que pode deflagrar diarreia crônica, desnutrição, fadiga e, em crianças, também pode levar a distúrbios do crescimento. “É uma reação do sistema imunológico. Um anticorpo é criado contra o glúten”, explicou à ISTOÉ o gastroenterologista Joe West, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido (leia mais no quadro à pág. 86). Estima-se que um a cada 214 brasileiros seja portador da enfermidade. A atriz Isis Valverde, 25 anos, descobriu que tinha a doença aos 19 anos. “Sentia dores abdominais, tontura, boca seca e perdi cabelo”, diz. Desde que tirou o glúten do cardápio, não manifesta mais os sintomas.


Intolerâncias mais brandas também acontecem, e em número expressivo. “São mais frequentes do que a doença celíaca”, afirma o médico Luiz Carneiro, chefe do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “Hoje sabemos que a sensibilidade ao glúten é dez vezes mais comum que a doença celíaca”, disse à ISTOÉ o nutricionista Tom O’Brien, da Universidade de Chicago (EUA). Nesses casos, o que ocorre é que, em vez de reações imediatas e mais fortes, como nos celíacos, há a deflagração de um fenômeno conhecido como reação alérgica tardia. “O indivíduo acumula anticorpos mais amenos ao glúten”, explica o microbiologista Bruno Zylbergeld, estudioso do tema. “Com o passar do tempo, isso pode desencadear os sintomas da intolerância”, diz. O fato é que essas respostas – mais ou menos severas, não importa – provocam no corpo inchaço, dificuldades digestivas e processos inflamatórios que contribuem para o acúmulo de peso. “A retirada do glúten evita essas reações”, explica a nutricionista Lucyanna Kalluf, de São Paulo.

 

De acordo com o endocrinologista Tércio Rocha, entretanto, não ingerir glúten traz benefícios para a silhueta de todos, intolerantes à proteína ou não. “As pessoas apresentam redução do inchaço abdominal, observam melhora no funcionamento do intestino e também têm diminuição da compulsão alimentar”, assegura. Este último benefício seria resultado da baixa ingestão de carboidratos vindos de alimentos produzidos com farinha de trigo não integral – pães e massas brancas, por exemplo. Por mecanismos complexos, essa categoria de alimentos agrava o impulso de comer além da conta. Há também indicações de que a ausência da proteína na dieta promoveria mudanças no perfil metabólico que favoreceriam a queima calórica e elevariam a sensação de saciedade. Sobre esse ponto, porém, não há consenso médico. “A literatura científica não descreve essas interações”, ressalva o endocrinologista Freddy Goldberg, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

A atriz Isis Valverde é portadora de doença celíaca. Por isso, não ingere mais a substância

 

Embora um dos maiores apelos da dieta seja a perda de peso, a restrição do nutriente é vista como uma maneira de melhorar a saúde de um modo mais amplo. Há muitos registros na ciência dando conta da associação da proteína com várias doenças. Um estudo da Universidade Karolinska, em Estocolmo, Suécia, por exemplo, relaciona o ingrediente à piora da artrite reumatoide, doença que deflagra um processo inflamatório crônico sobre as articulações. “Há evidências de que a saúde pode se beneficiar de mudanças alimentares e a dieta livre de glúten é uma delas”, disse o reumatologista Johan Frostegärd, da universidade sueca. Ele comprovou os benefícios do regime em pacientes que sofrem de artrite reumatoide.

 

A ingestão do glúten está ainda vinculada à ocorrência de depressão, dores de cabeça e déficit de atenção. As pesquisas dão como hipótese mais provável para a relação entre a proteína e as doenças o processo inflamatório desencadeado pelo composto. Na opinião da nutricionista Lucyanna Kalluf, são os resultados em vários aspectos da saúde que acabam fazendo com que as pessoas mantenham a dieta. “Elas melhoram tanto que não querem mais voltar a ingerir a proteína.”

O abandono do nutriente, porém, não seduz todos os especialistas. Há médicos que acreditam que a restrição total de glúten é radical demais e desnecessária. “Pessoas que não têm alergia ao composto dispõem de outras maneiras de perder peso”, opina o nutrólogo Durval Ribas Filho. O nutricionista Tom O’Brien é outro que chama a atenção para os problemas que a exclusão da proteína pode oferecer. “Os indivíduos podem ter dificuldade de encontrar alimentos substitutos e correm o risco de ter uma alimentação desequilibrada”, diz. No entanto, o aquecimento do mercado mostra que esse cenário está mudando. “Hoje é bem mais fácil substituir os alimentos com glúten por versões sem o nutriente, pois as lojas de produtos naturais já têm bastante variedade”, diz Juliana Paes, que optou pela moderação, reduzindo a presença da proteína à mesa, mas sem se privar dela por completo.

 

Colaboraram: Mônica Tarantino e Simone Blanes
Foto: Felipe Lessa
Fotos: André Schliró; João Castellano/ag. istoé
Fotos: Kelsen Fernandes; João Castellano/ag. istoé; Steven Lawton/Getty Images; Marcus Mam/Madame Figaro/laif; Michael Tran/FilmMagic; Jen Lowery/Splash News"

 

 

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Data adicionada: 04/09/2012 Seja um autor da Alta Books

Com mais de 510 livros publicados somente entre os anos de 2009 e 2012, e estimando a publicação de mais de 300 títulos nos próximos dois anos, a Alta Books, empresa sólida no mercado editorial brasileiro, convida você para fazer parte da equipe de autores nacionais.

 

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Data adicionada: 07/08/2012 Como ser "encantador" no trabalho

Por Juliana Cariello, da Você S/A

Quando trabalhava na Apple, nos anos 1990, o americano Guy Kawasaki, de 58 anos, ocupava o cargo de evangelista-chefe, o profissional responsável por manter em alta a admiração pelos computadores Macintosh. Deixou a empresa para abrir um fundo de venture capital no Vale do Silício, trabalho no qual exercitou ainda mais a capacidade de reconhecer boas ideias e deixar-se ser seduzido por elas.

Dessas experiências, surgiu o último de seus dez livros, Encantamento (Editora Alta Books, 240 páginas), lançado recentemente no Brasil, no qual fala sobre como influenciar pessoas e criar admiração por produtos e novos projetos. “É um livro sobre modificar as ações das pessoas”, diz Guy, que também é uma celebridade do Twitter, onde tem mais de 800.000 seguidores.

 

O que é encantamento? Não é apenas outra maneira de se referir à persuasão? 

Guy Kawasaki: O que chamo de encantamento é um processo de construção de relacionamento com base em três pilares: simpatia, confiabilidade e qualidade. Quando você tem essa atitude, passa a valorizar as interações profissionais e começa a vê-las como uma oportunidade de compartilhar paixão e visão. A persuasão faz parte do encantamento, mas não é tudo. Eu diria que todas as pessoas encantadoras são persuasivas, mas nem todas as pessoas persuasivas são encantadoras.

 

Como desenvolver simpatia, confiabilidade e qualidade?

Guy Kawasaki: Nos relacionamentos digitais, que são contatos muito importantes hoje, ser simpático é fazer da palavra “sim” sua resposta padrão. Isso significa que, quando as pessoas perguntam ou pedem coisas por meio online, você sempre deve pensar em “sim, eu vou ajudar”. Em contatos pessoais, eu diria que o item mais importante da simpatia é manter a qualidade do seu sorriso. Em relação à confiabilidade, a atitude mais importante, seja em meio digital, seja em analógico, é estar disposto a confiar nas pessoas antes que elas confiem em você.

 

É possível fazer isso sendo fraco em um dos três pilares?

Guy Kawasaki: Sim, é absolutamente possível, embora seja necessário pelo menos alguma dose de todos. Pense na vida real: você não pode fabricar uma porcaria de produto e acreditar que vá encantar alguém, pelo menos não durante muito tempo. Em uma situação ideal é necessário que haja todos os três, mas pode ser feito sem que algum deles esteja presente.

 

Existem empresas encantadoras?

Guy Kawasaki: Uma companhia encantadora é, obviamente, a Apple. E ela também responde à pergunta anterior. A Apple tem seu ponto forte no pilar da qualidade. Ela às vezes age de uma maneira antipática, às vezes é pouco confiável. Mas a qualidade dos seus produtos é tão grande que ela consegue superar os ruídos com o consumidor.

 

É possível cativar usando apenas redes sociais?

Guy Kawasaki: Essas ferramentas tornam o processo mais fácil, mas não resolvem tudo. Se você não é uma pessoa encantadora e está usando Facebook ou Twitter, provavelmente só fará com que mais pessoas vejam que não é encantador.

 

Existe algum cargo que exija um maior poder de encantamento?

Guy Kawasaki: Eu poderia defender a hipótese de que o CEO deveria ser o executivo encantador-chefe de uma empresa. E você poderia me dizer que Steve Jobs não era necessariamente uma pessoa encantadora. Mas gosto de acreditar que todas as pessoas deveriam se esforçar para encantar. É melhor que apontar departamentos que deveriam ser mais simpáticos ou confiáveis do que outros.

 

O chefe deve ser seduzido também? Não existe o risco de parecer bajulador?

Guy Kawasaki: Eu acredito que a atitude mais importante em qualquer parte da carreira é dar prioridade máxima aos pedidos de seu chefe. Sim, o risco de parecer bajulador existe, mas, idealmente, o profissional deveria encantar seu chefe, seus colegas e seus pares. Uma coisa não exclui a outra. Para agradar o chefe, você não tem, necessariamente, que sacrificar seu relacionamento com outros colegas. Existem maneiras de encantar seus colegas também. Acredito que uma das mais poderosas é mostrar a eles que você fará os trabalhos pesados, que você fará o que for necessário pela equipe. Isso estabelece uma relação de confiança.

 

Quais são os erros mais comuns ao tentar convencer alguém?

Guy Kawasaki: Acredito que um dos grandes perigos é levar para o lado pessoal. Numa relação profissional, o que está em jogo são a meta, a causa, o produto, o cliente. A pessoa nunca é mais importante do que a causa. E isso acontece muito com líderes bem-sucedidos, que acreditam que as regras já não se aplicam a eles. Acreditam ser indispensáveis. As pessoas precisam se lembrar que o foco simplesmente não está sobre elas.

 

Como quem não quer ser encantado pode se proteger?

Guy Kawasaki: Acredito que seja muito importante saber como resistir ao encantamento. Porque nem todo mundo que tenta encantar quer o melhor para o outro. Se você souber que há situações nas quais é mais suscetível a ser encantado, deve evitá-las. Uma maneira é se perguntar: “Serei feliz com essa decisão daqui a seis ou 12 meses?”. Outro jeito é criar uma lista e evitar a decisão emocional. Digamos que você vai comprar um carro. Então, faça uma lista de itens como localização da oficina, garantia, condições de pagamento. assim, dá para garantir que o que está comprando é o que você precisa.

 

(Fonte: site exame.com)

 

Você pode adquirir Encantamento: A Arte de Modificar Corações, Mentes e Ações, de Guy Kawasaki, e aprender todas as lições do guru da Apple clicando aqui. Confira! 

 

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Data adicionada: 01/06/2012 How Will You Measure Your Life? já é best-seller

O livro How Will You Measure Your Life?, de Clayton M. Christensen, e que será lançado no Brasil pela Alta Books sob o título Como Avaliar Sua Vida?, já atingiu as principais listas de best-sellers nos Estados Unidos. Com apenas duas semanas de lançamento, a obra é destaque do Amazon.com, do The Washington Post e do The New York Times.

Neste livro inovador, Christensen lista uma série de questões aplicáveis a qualquer um: Como posso ter certeza de que vou encontrar satisfação na minha carreira? Como posso ter certeza de que meus relacionamentos pessoais se tornarão fontes permanentes de felicidade? Como posso evitar comprometer a minha integridade – e ficar fora da cadeia? Usando as lições de algumas das maiores empresas do mundo, ele fornece insights incríveis para estas perguntas desafiadoras.

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Data adicionada: 01/06/2012 Entrevista com Ecio Salles

Para Leigos®: Ecio, gostaria de começar a nossa entrevista sabendo mais de você, sua história e sua atuação profissional.

Ecio Salles: Minha história começa no Nordeste brasileiro, precisamente no estado da Paraíba, de onde meus pais vieram na década de 1960 em busca de uma vida melhor. Meu pai se tornou policial militar, minha mãe – anos depois, porque durante muito tempo foi dona de casa – fez um curso técnico de enfermagem no SENAC e exerceu a profissão até o final da década de 1990. Nasci no bairro de Olaria, na franja do Complexo do Alemão. Passei ali a infância, entre o morro, hoje famoso, e a Invernada – hoje 16º Batalhão de Polícia Militar –, famoso, já naquela época, não exatamente pelos mesmos motivos. Estudei em escolas públicas da região – o ginásio na EM Odilon de Andrade, o segundo grau no CE Clóvis Monteiro, em frente à favela de Manguinhos e ao lado da do Jacarezinho – e, ainda com 14 anos, terminando o curso ginasial, descobri duas paixões: a militância política e Machado de Assis. Em pouco tempo, o movimento estudantil e a paixão pelos livros se converteriam no jeito que eu encontraria de entrar na vida e construir alguma perspectiva de futuro. Foi isso, sem dúvida, que me fez tentar o vestibular para Letras na UERJ, depois o Mestrado em Literatura Brasileira, na UFF, e o Doutorado em Comunicação e Cultura na ECO-UFRJ. No meio desse caminho, encontrei o Grupo Cultural AfroReggae, que me ofereceu uma experiência única porque ali iniciei meu vínculo profissional – e não mais apenas afetivo – com as favelas. Atuei dez anos no Grupo e, graças a isso, pude conhecer as periferias do Brasil e da Europa. Essa experiência me abriu perspectivas novas sobre a cidade, sobre o Rio de Janeiro em especial, uma vez que um dos nossos objetivos nesse trabalho era o de justamente tentar ligar os pontos apartados da cidade, criar pontes, conectar as zonas, borrar a impertinente fronteira favela-asfalto. A partir de 2006, quando saí do AfroReggae para concluir o Doutorado, vivi outras experiências profissionais igualmente enriquecedoras, ainda mais porque, de algum modo, uma coisa levava à outra. Primeiro, fiz consultoria para o Itaú Cultural, daí refiz contatos que me levaram para a Secretaria de Cultura de Nova Iguaçu, onde mais tarde me tornaria o Secretário; de lá fui para a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e para a ESPOCC (Escola Popular de Comunicação Crítica), que o Observatório de Favelas organiza na Maré. No meio disso ainda houve algumas experiências esporádicas em diversos projetos.

Um outro episódio importante dessa trajetória são os dois livros que já publiquei. O primeiro (Poesia Revoltada), sobre a cultura hip-hop no Brasil, baseou-se em minha dissertação de mestrado, e o segundo (História e Memória de Vigário Geral), com a professora de História da UFRJ Maria Paula Araújo, conta a história do Parque Proletário de Vigário Geral. Hoje, estou ocupado na realização da FLUPP – Festa Literária das UPPs, que acontecerá em novembro, no Morro dos Prazeres, em Santa Tereza; além, é claro, na tarefa prazerosa de escrever este Rio de Janeiro Para Leigos®. Sou casado com Daniele, que me deu força, afeto e duas filhas que são pra mim a melhor expressão do que há de belo na vida: Maria Luiza e Heloísa.

 

PL: De que maneira você acredita que sua experiência profissional pode ajudar na produção da obra Rio de Janeiro Para Leigos®?

ES: Toda essa experiência de que você fala, de algum modo, teve a ver com andar pelo Rio, conhecer a cidade, de ponta a ponta. Nunca se conhece tudo, claro, mas as redes que fomos construindo ao longo da vida, nos levaram às universidades; a Vigário Geral, Lucas e Cantagalo, com o AfroReggae; à Cidade de Deus, Borel, Batan, Madureira com a Cufa e Agência de Redes; à Maré, com o Observatório de Favelas; a Nova Iguaçu com a Escola Livre de Cinema e a Secretaria de Cultura da cidade; a muitos pontos na cidade e no estado com a Secretaria de Estado de Cultura e ainda há mais. Enfim, dei a sorte de trabalhar em lugares que me permitiam viver a cidade em sua multiplicidade: não apenas o belo Rio das praias, da Lapa e Santa Teresa, mas o igualmente belo Rio das favelas, subúrbios, morros, esquinas e distâncias.

 

PL: O que te atraiu no tema Rio de Janeiro? Como você define a sua ligação com a cidade?

ES: Talvez o que disse antes, sobre essa característica do encontro e da multiplicidade, já responda o que me atrai no Rio de Janeiro. No entanto, tem mais coisa aí. O Rio é também uma cidade cheia de problemas: narcotráfico, milícias, trânsito caótico, abastecimento de água precário, educação e saúde deprimentes... Por isso também o tema é desafiante, instigante, atraente. Porque, com tudo isso, o Rio também produz maravilhas, como se se recusasse a aceitar apenas um lado das questões, como se conseguisse manter-se firme e confiante diante dos piores vendavais. Ainda é possível falar com otimismo sobre a cidade, apesar das flagrantes deficiências. Há, também, dois Rios que me atraem demais e definem minha ligação com a cidade. O Rio da literatura, que é o Rio de José de Alencar e Joaquim Manuel de Macedo a Machado de Assis, de Lima Barreto e Costallat a João do Rio, de João Antônio a Clarice Lispector e Antonio Callado, de Rubem Fonseca, Paulo Lins e Luiz Eduardo Soares a Marcelo Moutinho, Júlio Ludemir e Marcus Faustini. O Rio foi narrado de diversas e diferentes formas, todas diferentes, todas encantadoras. E o Rio das canções: dos sambas dos primeiros anos, passando pelas marchinhas, pela tropicália e bossa nova, chegando ao rap e ao funk, o repertório das músicas que falam da cidade maravilhosa é uma trilha sonora imprescindível para a vida dos cariocas.

 

PL: O que é  a cara do Rio de Janeiro e que não pode faltar no livro?

ES: O Rio tem muitas caras, umas são mais conhecidas, outras mais disfarçadas. O que não pode faltar é essa multiplicidade. O pôr do sol em Ipanema, o teleférico do Alemão, o Maracanã, o teatro na laje na Vila Cruzeiro, a vista do Vidigal, o baile de charm em Madureira, a calma milenar do Mosteiro de São Bento, o samba na Lapa, em Osvaldo Cruz, na Mangueira...

 

PL: Que lugar do Rio de Janeiro lhe desperta maior interesse? Um lugar que você com certeza vai ter prazer em abordar. Por quê?

ES: Não sei se consigo dizer apenas um, talvez o que mais me desperte o interesse sejam os lugares de fronteira, entendida aqui não como algo que separa ou afasta, mas como o espaço de encontro e de mistura. O rio é cheio desses lugares que conectam dois, três ou mais mundos. O pé do Vidigal e da Rocinha, algumas praias, a Lapa até certo ponto. Ou então o entorno da Praça XV, com as marcas dos portugueses ainda bem presentes na arquitetura, a Livraria Folha Seca na Rua do Ouvidor. Esses lugares são marcantes porque falam de um Rio de Janeiro de convivência e de potência criativa.

 

PL: Quais são os fatores que diferenciam o Rio de Janeiro das outras cidades? Você enxerga outra cidade no mundo semelhante?

ES: Não, mas também não acho que haja uma cidade igual a outra no mundo. Cada cidade é única, especial, tem cheiros, reentrâncias, caminhos insuspeitos que nenhuma outra tem. O que, talvez, fascine no Rio é sua vocação para o encontro, para o contato. É fundamental pensar o Rio como essa cidade dos encontros, dos diálogos interculturais, da mestiçagens e mixagens. Foi desses encontros e misturas que nasceu o carnaval, o samba, o funk e muitas outras energias culturais que são a marca da cidade. Esta cidade é vibrante, diversa e cativa qualquer um que lhe olhar nos olhos. Eu fui um desses cativados. O Rio, para mim, é quase um quintal de casa da infância: cheio de intimidades e memórias, mas também de coisas a descobrir.

 

PL: Quais eventos importantes acontecem no RJ? Entre as festividades que acontecem no cenário carioca qual terá um maior foco, e qual mesmo não sendo o mais visado não pode deixar de ser falado?

ES: O Carnaval é inevitável, as festas juninas também, entre tantos outros, até o Rock in Rio, por exemplo. Mas não sei ainda se uma terá um foco maior. Algo que não poderia ficar de fora? Acho que os bailes funk, em especial as rodas do “passinho do menor” – estilo de dança que mistura funk, frevo e mais um monte de referência e que são, talvez,  a mais importante manifestação cultural neste momento – e as tradicionais rodas de samba e choro, que são uma marca da cidade. Outro aspecto cultural carioca marcante, que mais uma vez vai do tradicional ao contemporâneo, são as manifestações culturais religiosas, como as do Candomblé e as do movimento gospel evangélico e católico.

 

PL: Acredito que você vá contar também um pouco da história da cidade. Que período histórico lhe desperta maior interesse?

ES: Sim, a história do Rio de Janeiro é fascinante, não temos como não passar por isso. Os períodos históricos que me interessam particularmente são dois: os anos 1920 e os 1990. Acho que ambos têm características em comum muito fortes. Foram, para mim, momentos decisivos da história da cidade. Falarei melhor sobre isso no livro, mas posso adiantar que a década de 1920 foi decisiva para a consolidação do samba como gênero carioca e nacional. A de 1990 fez o mesmo pelo funk, e muito mais.

 

PL: Para o caso dos leitores cariocas, como pretende chamar a atenção de quem já conhece a cidade? O seu olhar apresentará novos aspectos para moradores do Rio de Janeiro?

ES: Quem conhece a cidade? Eu mesmo não posso dizer que conheço. Mas, sim, esepro que apresente novos aspectos para os que moram aqui, porque assim como há um Rio de Janeiro para cada autor, para cada leitor, para cada carioca ou estrangeiro, há um Rio que é de certa forma é só meu e que eu posso compartilhar.

 

PL: Qual será o diferencial da obra que você está escrevendo em relação às outras já existentes?

ES: Não vou responder esta. Acho que é uma resposta para o leitor dar, se ele achar que tem algum diferencial. O que gostaria de dizer aqui é que esta coleção, Para Leigos®, tem a virtude de proporcionar um diálogo leve e ao mesmo tempo consistente. Então, a tentativa aqui será a de contar uma história que, de algum modo, demonstre porque o Rio é tão especial, tão sedutor, tão encantador. Pretendo construir uma narrativa que leve o leitor a caminhar pela cidade (e eventualmente até além dela) para além dos cenários de cartão postal. A ideia é mostrar um Rio mais complexo e mais completo, na medida do possível.

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Data adicionada: 15/02/2012 Liderar, um sonho possível

Palco, pessoas, uma tela de inúmeras polegadas, computador, slides, interpretações. Todos esses elementos compõem a arte de liderar. Palestrar, instigar, contar histórias e levar valores e ideias ao público, compara-se a uma sinfonia, por manter a sincronização com que geralmente o consultor quer passar. A rotina atrelada aos negócios é uma novela, com cenas impactantes e improvisos.

Harrison Monarth, renomado consultor e proprietário da empresa de comunicação GuruMaker, é responsável pelo best seller elogiado pelo New York Times Presença Executiva: A Arte de Liderar Como um CEO. Na obra ele divide com o leitor os desafios e as táticas de como tornar-se um chefe ou dono da própria empresa. Para o autor, todas as pessoas estão aptas ao sucesso, desde que reconheçam inicialmente as premissas cruciais dos negócios: planejamento, meta e foco.

“Existem vencedores e perdedores. E a grande maioria das pessoas é perdedora.”
(Donald Trump)

Por falar em entretenimento e mundo dos negócios, o autor discorda desta frase do empresário Donald Trump, mas acredita que os investimentos para chegar a CEO devem focar aquilo que você faz de melhor. Habilidades e talentos devem ser primeiramente reconhecidos e aplicados em projetos.

Mas e se por ventura um dos seus objetivos para administrar a equipe ou projeto falharem no meio do caminho? Como reagir a esse tipo de situação? Como gerenciar uma crise interna ou externa? Como ter uma reputação intacta e mostrar aos seus clientes? Como se manter frio e apto a responder como um chefe?

Foram esses questionamentos que inspiraram Monarth a escrever os 15 capítulos Presença Executiva: A Arte de Liderar Como um CEO. O livro mantém um diálogo aberto com leitor, como se você o estivesse assistindo em umas das milhares conferências graças as quais circula em muitas cidades e países. Neste lançamento em português da editora Alta Books, você compreenderá como influenciar, interpretar comportamentos, gerenciar equipes e liderar os negócios e, pensando alto, o mundo!

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Data adicionada: 15/02/2012 Da Simples Imagem ao Belo

Fotografar pode ser uma atividade extra, hobbie ou profissão. Refletindo sobre estes temas, Laurie Excell, um experiente e apaixonado fotógrafo, decidiu criar um livro baseado nas técnicas de fotografia. Seja qual for a especialidade que você deseja aprender, este livro é a oportunidade certa  para desbravar o mundo das imagens.

Um dos mais novos lançamentos da editora Alta Books é o livro de fotografia dos autores e Laurie Excell, John Batdorff, David Brommer e Steve Simon. Todos possuem vasta experiência na área da fotografia de publicidade artística e esportiva. Esses  conceituados fotógrafos decidiram juntar o pouco do que sabem em apenas no livro: Exposição: De Simples Fotos a Grandes Imagens.

Com abordagem diferenciada e instigante, eles partilham experiências adquiridas ao longo da carreira com  iniciantes, fotógrafos experientes e com aqueles que querem aperfeiçoar as técnicas básicas da profissão. ISO, iluminação, velocidade do obturador e diafragma, tipos de ângulo, acessórios, objetivas, filtros, teoria das cores, escala de cores, configurações são alguns dos temas abordados na obra.

Este livro é o guia completo de alguns dos mais conceituados fotógrafos do mundo. O livro também traz ilustrações de exemplos com as devidas informações sobre  foco e velocidade do obturador usados no momento da captura, modelos de câmera, quais tipos de acessórios levar para cada evento.

Um aspecto interessante sobre esta edição é que a cada fotógrafo é reservado um capítulo relacionado à área em que trabalha. Por exemplo, no capítulo 8, Steve Simon explica conceitos e técnicas da velocidade na fotografia e tipos de flash; se você tem curiosidade sobre o assunto, este livro lhe é destinado.

Outros capítulos oferecem linhas de regras do que deve ou não ser feito, como no capítulo 8 e 9. No capítulo 7, o fotógrafo John Batdorff apresenta uma série de dicas de como abordar e fotografar Nu Artístico, Preto e Branco, Arquitetura, sempre ligando a sua experiência como fotógrafo da área.

Se existem limitações de cena e espaço, no capítulo 10, Laurie Excell aconselha a hora certa para fotografar. Se a prática leva a perfeição, Excell considera que o leitor deva aprender com os erros, como sugere o capítulo 8. Uma coleção de exercícios que estimulam a pensar, criar e até mesmo quebrar as regras. E o que seria quebrar regras? Quando o olhar fotográfico é mais importante que qualquer técnica. Excell dá dicas para conseguir as melhores fotos em lugares que você mesmo duvidaria. Seja o fotógrafo que sempre quis com este livro. Indicado a todos os níveis.

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